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sábado, 23 de outubro de 2010

Equipe de ouro


A fórmula do sucesso dos desfiles de moda não poderia ser outro: a dedicação dos alunos e dos professores foram fundamentais

Foto: Bárbara Mendonça
Camarim: horas de produção antes do desfile

A preparação do desfile começou por volta das 9h da manhã. Muito trabalho, muita maquiagem e muitos penteados, isso tudo sem falar nos últimos retoques dos vestidos. Uma espécie de rodízio foi organizado. Primeiro as modelos arrumavam os cabelos, logo em seguida preparavam a pele e depois a maquiagem final. Só depois se vestiram e posaram para as fotos. Mas havia um detalhe: isso tudo ao mesmo tempo. Enquanto uma estava com a cabelereira a outra era maquiada e em pouco tempo só se via filas de modelos para cumprir as etapas.

Foto: Bárbara Mendonça
Modelo maquiada e penteada

Lúcia Maria Martins Vieira, Lulucha, como todos carinhosamente a chamam, coordenou o evento. Ela orientou os participantes, acalmou os alunos quando eles precisaram e organizou o espaço e a infra estrutura para garantir que tudo saísse como o planejado. Segundo ela, o prazer de ver os alunos comprometidos e entusiasmados não tem preço. “Um evento desse porte também é importante porque promove a socialização entre os grupos. Cada um disponibilizou o que sabia e o que tinha”, completou Lulucha.

Maquiagem
Como eram muitas meninas essa parte foi feita em duas etapas. A preparação da pele, uma base para receber a finalização. E a cor e o efeito exótico que o desfile precisava. A responsável por essa parte foi a estudante do 3º período Maíz D’Assumpção. Representant
e da Mary Kay ofereceu o material de maquiagem necessário para ajudar na produção das modelos. E assim como Marcelle e outros colegas ela também foi uma dos que ficaram desde o início dos preparativos embelezando as meninas para o evento.

Todo o trabalho realizado contou também com a ajuda das professoras do curso. Um apoio essencial não só em termos de mão de obra, o apoio moral nessas horas é importante para dar confiança aos alunos. Foi o que fez a professora de Laboratório de Materiais e Tópicos especiais de Moda, Delfina Miranda. Ela foi uma das que ajudou na maquiagem e incansável só parou quando todas as meninas já estavam prontas para o desfile.

Foto: Bárbara Mendonça
Maíz e Delfina embelezando modelo


Cabelos
Marcelle Augusto é aluna do 1º período do curso de Moda da Estácio. Para ela o desfile logo no início do curso é uma experiência ímpar de expor seu trabalho. “Agente aprende toda a infra estrutura de um evento assim, vê como é a produção e tudo mais”. Além de ser uma das criadoras de um dos vestidos que foram exibidos ela também ofereceu mais. Como é cabeleireira passou horas em pé a fazer penteados nas modelos e disponibilizou todos os produtos necessário para deixar as madeixas das meninas exuberantes.

Foto: Bárbara Mendonça
Marcelle começando mais um penteado


Toque final
As modelos não eram profissionais. A coordenação do Mercado Central disponibilizou quatro moças que estudam para ser modelo profissional. Mas, não foram as únicas a desfilar. Faziam parte desse grupo parentes dos criadores, como Letícia Karoline, 15 anos, filha de Sônia Aparecida que foi uma dos inventores do vestido “Noiva de Arroz”. E também houve quem desfilasse com a própria peça, como Ana Paula que ajudou a produzir o vestido “Cerveja”.


Fotos: Bárbara Mendonça


Modelos:
parentes de alunos,
alunas e aspirantes a
modelos profissionais








Ninguém melhor para vestir as moças dos que os próprios criadores das peças. Eles sabem para que lado se vira a saia, onde se aplica uma fita ou coloca um acessório. Por isso cada grupo de criadores cuidaram de sua modelo. Escolha das cores da maquiagem, sapatos, acessórios e muito trabalho na montagem da peça no corpo da modelo. Tudo para expor um trabalho bem feito, pois, segundo Lúcia Maria, a Lulucha, “Moda é exposição”.

Foto: Bárbara Mendonça
Últimos ajustes no vestido antes do desfile




Desfile termina com homenagem à faculdade Estácio de Sá.

Foto: Bárbara Mendonça
O diretor geral da Estácio BH, Érico Ribeiro (de camisa azul); o coordenador do evento no Mercado Central, Marcos Valério (blusa branca); a coordenadora do curso de Moda e Design, Juliana França (de xadrez); professoras, alunos e modelos.

Um desfile inesquecível marcou, neste sábado, a despedida da turma de Design e Moda da Estácio BH do II Festival Gastronômico do Mercado Central. Depois de muita preparação, as modelos e os criadores dos vestidos fizeram uma longa apresentação pelos corredores do local. Foram aproximadamente 40 minutos de desfile, aplaudido do início ao fim. As meninas paravam para posar para as fotos e receber elogios. Claro que, quando elas passavam em frente aos bares ,não ouviam só elogios, mas também gracejos dos marmanjos.


Por onde passavam, as modelos eram apreciadas pelos frequentadores do mercado, que interrompiam seus afazeres ou o passeio para prestigiar o desfile. Quem acompanhou viu como os produtos das lojas de artesanato do próprio mercado vestiram as modelos. A ideia de usar produtos vendidos no local chamou a atenção tanto pelo colorido das roupas quanto pela criatividade das produções.

Foto: Bárbara Mendonça
Modelos paravam para fotos durante o desfile

Os aplausos eram frequentes. A caminhada das modelos começou e terminou nos corredores do estacionamento, onde está sendo realizado o festival gastronômico, que será encerrado domingo. Para finalizar, modelos, criadores e professoras do curso de Moda fizeram uma homenagem à Faculdade Estácio de Sá. Foi estendida uma bandeira da instituição, enquanto todos aplaudiam o sucesso do evento.


Foto: Bárbara Mendonça
Bandeira da Estácio BH finaliza o desfile e recebe aplausos


Coordenadora do curso exalta momento da moda em Minas Gerais

Uma das responsáveis pela participação dos alunos de Design de Moda no II Festival Gastronômico do Mercado Central, a coordenadora do curso, Juliana França, falou um pouco sobre o atual momento da moda como negócio, notadamente em Minas Gerais. “Nunca se deu tanta atenção para a moda na mídia, nunca o consumidor teve tantas opções e apelos de compras. Ao mesmo tempo, a concorrência é enorme. Acabou o tempo em que a cópia era suficiente para o sucesso de uma marca. Numa economia globalizada, onde a satisfação do consumidor e a qualidade dos produtos são essenciais para a competitividade e permanência no mercado, uma confecção bem elaborada e planejada torna-se ponto chave de sucesso”, disse.

Preparar os alunos não somente no que diz respeito à criação e produção, mas também na condução de seus negócios é um dos objetivos do curso de Moda da Estácio. “Privilegiamos igualmente a gestão. Nossos alunos são formados não apenas para conseguirem sucesso no mercado de trabalho, mas para serem capazes de gerir seus próprios negócios”, explicou Juliana.

Perto de completar quatro anos de existência, o curso de Moda da Estácio já formou aproximadamente 150 alunos, com igual número de matriculados nos quatro períodos hoje em exercício. “Pela primeira vez abrimos uma turma matutina, o que evidencia a procura por um curso mais completo, capaz de sanar as lacunas existentes nos processos de negócios e moda”, disse a coordenadora.

Experiência do primeiro desfile ajudou alunos que participarão do evento hoje

Quem participou do primeiro desfile de roupas conceituais no II Festival Gastronômico do Mercado Central, no último sábado, seu viu diante de uma experiência inédita. E, por tabela, auxiliou os colegas que foram escolhidos para exibirem suas criações hoje, uma semana depois. Afinal, muitos estiveram no Mercado, viram todo o processo acontecer e já estão mais preparados para encarar o desafio.

“Eu já estava ansioso semana passada só vendo a aflição de meus colegas. Acho que vou ficar ainda mais no meu, mas principalmente porque convidei muitas pessoas para assistirem ao desfile. Mas saber como tudo vai se passar ajuda muito”, disse o aluno do primeiro período, Rafael de Castro. Sua colega Marcelle Lima concordou. “Aprendemos muito com o primeiro desfile. Eles foram pioneiros. E também pudemos corrigir alguns pontos na logística junto com os professores, o que vai ajudar muito”, disse a aluna.

Além de fazer apenas um desfile no dia – no primeiro sábado as peças foram divididas em duas levas –, outra mudança implementada foi a limitação de pessoas no backstage. Hoje, somente quem estiver envolvido diretamente com a produção poderá ficar no auditório reservado para os preparativos finais de roupas e modelos.

Confira os croquis de algumas peças que vão desfilar neste sábado





Oportunidade é motivo de festa para os alunos

Poder desenvolver uma peça para um desfile de moda em um local especial de Belo Horizonte, o Mercado Central. Essa oportunidade não será esquecida tão cedo pelos alunos do curso de Design de Moda da Estácio, a maioria ainda no primeiro período, que começaram a estudar poucos meses atrás e já estão diante de um desafio e uma oportunidade tão grandes.

“A oportunidade é maravilhosa para quem está começando”, disse Lucas Viega, criador da peça Futuro Incerto, em conjunto com Jéssica Araújo. David Guener, responsável pela peça Chiquita Bacana, ressaltou todo o processo de criação. “Foi um desafio enorme, no qual adquiri muita experiência. Tive que fazer tudo: modelar, cortar, costurar e tecer. E tudo pela primeira vez, sequer sabia por onde começar”, disse o aluno, que por conta do trabalho desenvolvido, já conseguiu estágio em uma confecção.

No vídeo abaixo, a aluna Jéssica Nunes falou sobre o processo de produção de sua peça e sua expectativa para o desfile.

Confira a lista completa das peças e os alunos que as produziram, já na ordem do desfile:

1. Peça: Cerveja. Alunas: Ana Paula Rodrigues Martinez, Anne Caroline Pinto Coelho e Beatriz Ramos Vilela. Material principal: rótulos de cervejas.

2. Peça: Natural. Alunas: Laís Agda Machado, Nayara Rodrigues, Bárbara Rodrigues e Jamille Morais. Material principal: macarrão.

3. Peça: Camponesa do Mercado. Aluna: Daniela Gomes. Materiais principais: juta e folhas de magnólia desidratadas.

4. Peça: O sabor da inocência. Aluna: Vilmara Kelly Lopes. Material principal: sementes.

5. Peça: Da semente nasceu a flor. Alunas: Carla Cristina Lemos, Helisiane Sales e Taís Miranda. Material principal: sementes.

6. Peça: Chiquita Bacana. Alunos: David Tavares de Oliveira e Emanuela Ferreira. Material principal: fitas.

7. Peça: Bailarina do Mercado. Alunas: Thábata Serafim, Dayane Teixeira Moreira e Raimunda de Jesus. Material principal: globos de linho.

8. Peça: Sustentabilidade. Aluna: Anália Pereira da Silva. Material principal: buchas vegetais.

9. Peça: Ser tão caliente. Alunos: Patrícia Fantini, Wendel Moreira e Márcia Muniz. Material principal: pimentas.

10. Peça: Flor de Minas. Alunas: Marcelle Alves de Lima, Jéssica Pimentel e Chirley Martins. Material principal: flores.

11. Peça: sem nome. Aluna: Natacha Lima. Material principal: sementes.

12. Pela: A C O R D A Maria. Alunos: Rafael Castro e Rogério Bruno Oliveira. Material principal: cordas.

13. Peça: Juta. Alunas: Ana Paula Arruda, Thaís Galantini e Amanda Gonçalves Silva. Material principal: juta.

14. Peça: Noiva de Arroz. Alunos: Renan Gonçalves e Sônia Pereira.

15. Peça: Primavera artesanal. Aluna: Kênia Moreira Pinto. Materiais principais: flores e frutas.

16. Peça: Futuro incerto. Alunos: Lucas Viega e Jéssica de Araújo.

17. Peça: Clássico de sacolinhas. Alunos: Felipe Minas, Lucas Carvalho, Regilaine Nascimento e Jacqueline Souza. Material principal: sacolas plásticas.

18- Acessórios: Maria das Graças Mansu. Bolsas de Sandra, Geilza e Ana Lucia.

19- Bolsa Gaiola de Rodrigo Ruggal

Segundo desfile de moda do Festival Gastronômico começa logo mais

Ao meio-dia deste sábado, quem estiver no Mercado Central fazendo compras ou tomando uma cerveja com os amigos terá uma surpresa. Repetindo o que já havia acontecido uma semana atrás, diversas modelos desfilarão pelos corredores do tradicional espaço mineiro vestindo roupas criadas pelos alunos do curso de Design de Moda da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte.

Se no último sábado foram realizados dois desfiles, hoje o evento será feito somente uma vez, mas com uma duração maior. “Vamos circular praticamente toda a área interna do Mercado Central, inclusive entrando no setor de artesanato, onde não fomos da última vez”, explicou a professora Lúcia Maria Vieira, a Lulucha, que organiza o evento.


Professora Lulucha em meio aos alunos que produzirão peças para o desfile deste sábado

Segundo Lulucha, algumas novidades vão marcar o desfile de logo mais. “Esperamos contar com um grupo de percussão vindo na frente das modelos. É uma forma de atrair ainda mais a atenção de quem estiver assistindo. Como são muitas peças em desfile, as meninas serão divididas: metade para um lado e metade para o outro, encontrando-se já na última escada, onde irão parar para fotos”, disse. Ao todo, serão 17 modelos desfilando, todas com peças produzidas com produtos encontrados no próprio Mercado Central.

Lulucha, que comanda o evento com mãos de ferro, mas sem perder a simpatia – “digo aos alunos que um dia matarei um deles com requintes de crueldade”, diz, brincando –, se mostrou satisfeita com o resultado dos trabalhos até o momento. “Vejo os alunos muito entusiasmados, até pela repercussão do primeiro desfile. Para o desenvolvimento da carreira deles participar de um evento desse porte é algo de valor incalculável”, avaliou. Lulucha adiantou que todas as peças que participarem dos desfiles serão expostas na Estácio. “Estarão lá no Prado já na próxima semana”, encerrou.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Criatividade para nomes e roupas

Lembranças da vovó. Delícia. Felicidade não tem preço. Encontros. Clássico de sacolinhas. Ser tão caliente. Futuro incerto. Chiquita bacana. A criatividade correu solta na hora de batizar as peças que fazem parte do desfile de roupas conceituais, à cargo dos alunos de Design de Moda da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, uma das principais atrações do II Festival Gastronômico do Mercado Central.

Além de pensar, desenhar e produzir as roupas com produtos encontrados à venda no Mercado Central, os alunos tiveram que escolher nomes que não apenas realçassem os materiais utilizados na confecção, mas que dessem destaque à obra. Originalidade e inventividade contaram muito na hora da escolha, visando sempre chamar atenção para a peça que foi idealizada.


Clássico de sacolinhas e Encontros: nomes tão criativos quanto as roupas

Se alguns nomes são auto-explicativos, como Caminho das Rosas para um vestido feito todo nessa cor, ou Flor de Minas para uma roupa que tem mais de 300 flores bordadas em sua totalidade, outros são mais difíceis de associar com rapidez à peça produzida. É o caso do conjunto Lembranças da Vovó, assim batizado pelo aluno Alex Guimarães pelo uso de panos de prato na saia, panos que ele cresceu vendo sua avó utilizar na cozinha. Ou o vestido de noiva de Yeda Galvão denominado Felicidade não tem preço, uma forma de contrapor a simplicidade da peça com todo o sentimento que envolve o casamento.

O Clássico de sacolinhas – única peça que esteve no desfile do último dia 16 e voltará ao Mercado no próximo sábado, para a segunda leva do evento – recebeu esse nome pelo uso de sacolas plásticas na produção de um vestido longo, clássico. O Delícia, das alunas Letícia Diniz, Rafaela Mascarenhas e Laurejane Sena, tem o mesmo nome da bala cujo papel – mais de 600 – foi usado para a confecção da peça.

No próximo desfile, que acontecerá dia 23, outros nomes criativos foram adotados. Como por exemplo Futuro Incerto, peça dos alunos Lucas Viega e Jéssica Araújo, do primeiro período, que faz um paralelo entre o universo hi-tech e o sertão mineiro. O sertão, aliás, aparece também na obra Ser Tão Caliente, de Wendel Moreira, Márcia Muniz e Patrícia Fantini. A peça, que tem três tipos de pimenta na sua produção – biquinho, dedo de moça e malagueta – remete não apenas ao clima sertanejo, mas à vibração da cor vermelha das pimentas.

Confira no vídeo abaixo o aluno Rafael de Castro falando sobre a escolha do nome de sua peça Acorda Maria, feita em parceria com seu colega Rogério de Oliveira.

sábado, 16 de outubro de 2010

Professores ressaltam o valor do evento para os estudantes da Estácio

Certamente, o dia 16 de outubro de 2010 ficará guardado na memória de todos os alunos do curso de Design de Moda da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, que participaram do desfile especial do II Festival Gastronômico do Mercado Central. Afinal, foi a estreia de todos eles, de forma direta, no mundo da moda.


Érico, diretor geral da Estácio, junto das professoras e das modelos

Prestigiados pelo diretor-geral da Estácio BH, Érico Ribeiro, e pela diretora acadêmica da instituição, Maria Ângela Gazire, presentes nos bastidores do desfile, os alunos puderam mostrar ao público peças por eles pensadas, desenhadas e confeccionadas, tendo como base produtos à venda no próprio Mercado Central.

Coordenadora do curso de Design de Moda, a professora Juliana França comentou a importância de um evento como o desfile para a carreira dos estudantes:


Quem também falou sobre o valor do desfile para os alunos foi a professora Tailze Melo, responsável pela matéria Produção de Moda. “É muito importante para todos eles, até pela visibilidade que ganharão a partir de hoje. As peças produzidas dentro da faculdade vão ganhar a atenção de outros públicos, o que é muito legal para os estudantes. A responsabilidade é grande, mas com um retorno muito proveitoso. E o Mercado Central é o grande cartão postal de Belo Horizonte, o que engrandece todo o trabalho”, avaliou.


Professoras Tailze e Juliana, cuidando do cabelo da modelo Taís Tomita

Tailze foi uma das professoras que deixaram de lado os livros, apostilas e slides e foiam ao Mercado para ajudar na produção das modelos para o evento. “Eu me prontifiquei a ajudar, faz parte da profissão. Principalmente na questão da produção do conceito de maquiagem e cabelo. Aqui, na prática, sou amadora, tanto que acabei queimando meu dedo, aplicando o babylise na menina”, disse, aos risos, se referindo a um aparelho usado para cachear os cabelos.

Evento atrai a atenção de lojistas e frequentadores do Mercado


“Olha, aquela está vestida de bucha. E aquela outra de papel de bala!”
“Ó, com essa noiva eu caso!”
“O que é aquilo na cabeça dela, um peixe?”


Comentários dos mais diversos tipos, reações variadas – e até exaltadas –, dúvida e muitos aplausos marcaram o desfile de roupas conceituais, produzidas pelos alunos do curso de Design de Moda da Faculdade Estácio de Sá, no Mercado Central, neste sábado. Parte do II Festival Gastronômico do Mercado, a atração foi uma das mais festejadas pelos público, não apenas no espaço reservado para o evento, mas por todos os corredores de um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte.



“Foi muito bacana assistir ao desfile. Já vi muita coisa acontecer aqui no Mercado, mas desfile foi o primeiro. Podia ter sempre, ia atrair mais fregueses”, disse um espantado Sebastião Oliveira, funcionário de uma casa especializada em carnes para feijoada. “Gostei de saber que todas as roupas foram feitas com materiais aqui do Mercado. Isso valoriza nossos produtos”, comentou a proprietária de uma loja de balas e doces, Fernanda Santana.



As modelos começaram o desfile pelo mezanino reservado para o festival, onde são feitas as palestras e o concurso de novos talentos da Gastronomia. Depois, para alegria de quem via a movimentação de baixo, desceram para o espaço tradicional do Mercado e fizeram dos corredores a passarela, caminhando por entre pessoas que faziam compras ou bebiam e desgustavam os tradicionais tira-gostos dos bares. No final do trajeto, voltaram ao mezanino, sob aplausos do público.



“Foi muito gratificante. A sensação é de muita alegria e, claro, do dever cumprido. Foi trabalhoso produzir a peça, pensá-la. Ver o resultado final no desfile, ver a alegria das pessoas e os aplausos significa muito”, disse a estudante Yeda Galvão, cuja peça, um vestido de noiva, fechou o evento. “Estou morta. Mas é um cansaço gostoso, o cansaço da vitória”, comentou Jacqueline Souza, coprodutora do vestido “Clássico de Sacolinhas”, o primeiro a ir para a “passarela”. Feito com sacolas plásticas, uma taça com um peixe de brinquedo presa no coque da modelo chamou a atenção de todos, principalmente das crianças.



Familiares dos alunos acompanharam atentos o trabalho realizado. Fotografando e vibrando com o desfile, foram uma atração à parte no evento. Confuso, o avô da aluna Rafaela Mascarenhas ficou um pouco decepcionado com a neta. “Pensei que você iria desfilar”, disse o senhor, que , apesar disso, aprovou o vestido produzido pela estudante com papéis de bala, acompanhado de um buquê de marshmallow, alvo de cobiça de todos que o seguravam.



Na próxima semana, outro desfile será feito durante o Festival Gastronômico do Mercado. Está marcado para sábado, dia 23, com a apresentação de outras 15 peças, também confeccionadas com produtos à venda no local.

Confira a ordem do desfile e as criações dos alunos

Primeira Parte

1. Peça: Clássico de sacolinhas. Alunos: Felipe Minas, Lucas Carvalho, Regilaine Nascimento e Jacqueline Souza. Material principal: sacolas plásticas.



2. Peça: Passeio pelo Mercado. Alunas: Gislene Ferreira e Rosangela Santana. Material principal: sementes.



3. Peça: Encontros. Alunas: Teca Rinco, Adriana Otoni e Edilene Correia. Material principal: buchas vegetais.



4. Peça: Caminho das rosas. Aluna: Gildalva Almeida. Material principal: pétalas desidratadas.



5. Peça: Laços do Mercado. Alunas: Lucimar Machado e Juliana Assis. Material principal: macarrão gravatinha.



Segunda Parte

1. Peça: Lembranças da Vovó. Aluno: Alex Guimarães. Material principal: panos de prato.



2. Peça: Artesanatos de Minas. Aluna: Taís Abraão. Material principal: artigos do artesanato mineiro.



3. Peça: Delícia. Alunas: Letícia Diniz, Rafaela Mascarenhas e Laurejane Sena. Material principal: papéis de bala.



4. Peça: Do campo ao luxo. Alunos: André Duarte, Igor Moselli, Washington Júnior. Materiais principais: saco e esteira.



5. Peça: Sementes da Moda. Aluno: Rodrigo Oliveira. Material principal: folhas esqueletizadas.



6. Peça: Felicidade não tem preço. Aluna: Yeda Galvão. Materiais principais: flanela e medalhinhas.

Tensão marcou preparativos para o desfile no Mercado Central

Expectativa, ansiedade, tensão. Foi com essa profusão de sentimentos que os alunos e professores do curso de Design de Moda da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte amanheceram no Mercado Central para preparar todos os detalhes do primeiro desfile de roupas conceituais, evento que faz parte das atrações do II Festival de Gastronomia do Mercado Central.

Enquanto as professoras cuidavam do penteado e da maquiagem das modelos, os alunos se preocupavam com os últimos acertos em suas peças, todas produzidas com materiais encontrados no Mercado. Se os primeiros alunos chegaram no local por volta de 7h30, às 10h o auditório reservado para a produção já estava cheio, principalmente pela presença de familiares dos estudantes.



“Estou desesperado”, disse o aluno do terceiro período Alex Guimarães. “Foi muito trabalho até chegar nesse momento. Só espero que dê tudo certo”, disse o estudante, que teve sua peça exposta no segundo desfile do dia. Rodrigo Oliveira, do primeiro período, concordou. “Não sei nem como descrever o que sinto. Se não tivesse que cuidar dos detalhes da roupa, acho que nem me aguentaria em pé”, confessou.


A mesa repleta de itens de maquiagem e utensílios para penteado

A expectativa não era somente dos alunos. Mesmo a experiente professora Lúcia Maria, a Lulucha, se mostrava tensa. “Estou com vontade de chorar”, exclamou. “Foi muito esforço investido, os alunos batalharam muito até esse momento. Mas estou feliz com tudo que vi até agora, tenho certeza de que tudo vai dar certo. Está lindo”, disse a professora, que, além de coordenar o evento, foi uma das responsáveis pelo penteado das modelos.

Experiência nova para as modelos

Se para os alunos da Estácio o desfile no Mercado Central foi o primeiro grande evento em suas carreiras no mundo da moda, para as modelos a experiência também foi marcante. Nenhuma delas havia desfilado em um lugar tão diferente.



“Nunca passou pela minha cabeça que um dia eu iria desfilar no Mercado Central. Sempre venho aqui, adoro o abacaxi, tão tradicional. Vai ser uma coisa nova, andar no meio das barracas, do pessoal nos bares”, disse a modelo Taís Tomita (na foto ao lado, junto com a aluna Yeda Galvão), que também trabalha com engenharia mecânica. “Não sou modelo profissional. Mas quando surgem trabalhos diferentes e interessantes como esse, aceito logo”, disse a nissei, que estuda engenharia na UFMG.

Renata Lacerda, escalada para os dois desfiles do dia, concordou com a colega. “Acho que vai ser divertido, estou gostando muito. Não dá nem para descrever a situação, é algo completamente inusitado”, avaliou a modelo, que elogiou a produção das roupas. “Vou desfilar com um vestido feito com buchas vegetais e outro feito com bambu, algo novo, totalmente conceitual. Achei muito interessante, todas as roupas estão maravilhosas”, disse.

O desfile foi dividido em duas partes. Na primeira, cinco modelos passaram pela área reservada para o Festival e depois desceram para a área comum do Mercado, passando pelos lojistas, consumidores e freqüentadores habituais do local. Em seguida, com novas peças e outras modelos, o circuito foi repetido, atraindo a atenção do público.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Escolha por peças conceituais estimulou a criatividade dos alunos

A escolha por um desfile de peças conceituais – voltadas para a passarela e não para o consumo – foi um dos pontos-chave na produção dos alunos do curso de Design de Moda da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, que participarão do II Festival de Gastronomia do Mercado Central.

As peças, criadas a partir de produtos disponíveis no Mercado, remetem à ideia de diversidade que o espaço apresenta desde a sua fundação, mas cada vez mais difundida nos últimos anos. Afinal, é possível encontrar no Mercado Central desde condimentos especiais a animais de estimação, passando por produtos de limpeza, utensílios domésticos e toda a espécie de hortifrutigranjeiros.

“Escolhemos trabalhar com peças conceituais até para estimular a criatividade dos nossos alunos. Eles produziram sem o compromisso com o comercial. E a ideia de trabalharmos somente com os produtos que vemos todos os dias no Mercado ajudou nesse ponto. Foi um desafio para eles”, disse a coordenadora do evento, professora Lúcia Maria Vieira.

A própria identidade que cada aluno tem com o Mercado ajudou na hora de construir as peças. Para as alunas Letícia Diniz e Rafaela Mascarenhas, o Mercado remete à infância, quando passavam por lá para comprar doces. Daí a criação do vestido Delícia, composto com cerca de 600 papéis da bala do mesmo nome. “Eu era pequena e ia ao mercado comprar doces, balas, pirulitos. Quando passamos por uma barraquinha de balas, no dia da pesquisa, logo tivemos a ideia”, disse Letícia.

Alunas do terceiro período, as estudantes Teca Rinco, Adriana Otoni e Edilene Correa criaram um vestido à base de buchas vegetais. Com o nome de Encontro, a peça foi pensada a partir da própria estrutura do Mercado Central. “O vestido é cheio de anéis, formando os labirintos que são os corredores do Mercado. E a própria bucha, com seus entrelaçamentos, denota o que sentimentos ali, esse encontro de tantos tipos, tantas gentes diferentes”, disse Teca.

Maquiadora e gerente de call center, a aluna do segundo período, Rosangela Santana, criou um vestido multicolorido, usando sementes, folhas secas, tule,juta e chitão. “Quis mostrar na minha roupa a festa de cores que é o Mercado Central. A diversidade que usei nos materiais remete diretamente à própria diversidade do Mercado, a meu ver uma das suas principais características”, avaliou.

Yeda Galvão, empresária e escritora de livros infantis, aluna do primeiro período do curso, criou um vestido de noiva contrapondo o glamour que se imagina em peças desse tipo com a simplicidade dos produtos do mercado. Confira abaixo sua entrevista.



Veja alguns dos croquis das peças que participarão dos desfiles deste sábado, dia 16.






Alunos do curso de moda promovem desfile de roupas conceituais

Usar materiais encontrados no próprio Mercado Central e, com eles, criar peças de roupas pra um desfile. Esse foi o desafio proposto – e prontamente aceito – para os alunos do curso de Design de Moda da Faculdade Estácio de Sá, que também participarão do II Festival Gastronômico do Mercado.

Alunos do curso de Design de Moda da Estácio de Sá

Há um mês, os alunos fizeram uma pesquisa no Mercado e apresentaram suas ideias para os professores do curso. Uma banca selecionada pela coordenadora Juliana França destacou 26 peças, que serão apresentadas ao público nos dois sábados do evento. No dia 16, serão 11 roupas, ficando as 15 restantes para o dia 23. Os desfiles irão acontecer em dois horários: 10h30 e 12 horas.

A variedade de materiais usados é extensa. De sementes de açaí a sacos de batata, passando por flanelas, medalhinhas de santos, folhas secas, chegando a buchas vegetais, papéis de bala, macarrão “gravatinha” e muitos tipos de pimenta. A criatividade foi o guia dos alunos, que gastaram em torno de 80 reais em cada peça, somente com a compra dos produtos.

Importância do evento para os alunos

Professora de história do vestuário e de Laboratório de Costura, a coordenadora dos desfiles, Lúcia Maria Vieira, comentou a importância do evento para os alunos da instituição. “Pode abrir portas para eles no mercado profissional, obviamente. Mas vale principalmente como experiência e aprendizagem. Moda é exposição, por isso é tão importante para os alunos aparecerem envolvidos em um evento como esse”, disse.

Professora Lúcia Maria e alunos que terão suas peças no desfile do dia 16

Aluna do primeiro período do curso, Jacqueline Souza endossou as palavras da professora. “Esse trabalho será um divisor de águas para todos nós, até no que diz respeito ao nosso processo motivacional. Ninguém entrou na faculdade e pensou que logo nos primeiros meses já participaria de um desfile em um evento desse porte. Esse é um grande diferencial da Estácio com relação às outras faculdades”, disse. Lucas Arantes, parceiro de Jacqueline na confecção de uma das peças, está ansioso para ver sua produção na passarela. “É uma oportunidade ímpar. Mas depois que nosso projeto foi aprovado, que a ficha caiu, veio logo o desespero. A expectativa para que tudo dê certo é enorme”.

Alex Guimarães, do terceiro período, foi além. A chance de participar do desfile mudou sua opinião sobre seu futuro profissional. “Tenho uma carreira consolidada como empresário. Sempre gostei de moda, mas nunca pensei em trabalhar efetivamente com ela. Mas ao participar de todo o processo de produção e essa expectativa que nos cerca antes do desfile está me fazendo mudar de ideia”, afirmou.

Confira abaixo a opinião das alunas Letícia Diniz e Rafaela Mascarenhas, do segundo período, sobre a participação no evento.